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Vi há um tempo atrás no Style Bubbles e preciso muito de um desses. O vestido é criação da designer Rosalind Keep e agora está à venda na Oasis (por um preço ótimo, diga-se).
Só precisa ver se entregam no Brasil. Bem possível que não, mas tem sempre a chance de mandar entregar na casa de um amigo, parente, aquele seu conhecido do couch surfing, etc…
(Esse vale muito a pena )
A H&M vai lançar esta semana, no dia 18 de março, a coleção Garden Party, supostamente feita com materiais reciclados, sutentáveis e com baixo impacto ambiental, como poliéster reciclado, linho e algodão orgânicos.
A iniciativa até que é louvável, se desconsiderarmos o fato da marca de fast fashion lançar centenas de outras peças de materiais sintéticos, destinadas ao consumo rápido, que irão levar mais de 200 anos para se degradar no meio-ambiente. Isso sem falar no fato das grandes redes varejistas estarem intimamente relacionadas à contratação de mão-de-obra barata em países em que os direitos trabalhistas não são minimamente respeitados. Salários irrisórios, semi escravidão e assédio sexual são alguns dos fantasmas que assobram milhões trabalhores da indústria ligada à moda, globalmente.
Quem se interessa pelo assunto não pode deixar de ler “Eco Chic -O guia de moda ética para a consumidora consciente”, de Matilda Lee. Lá, a autora cita dados assustadores, e explica, por exemplo, que nas Zonas de Processamento de Exportação (parques industriais que oferecem férias de impostos, isenção de taxas e redução de subsídios), os trabalhadores (90% mulheres) não tem benefícios ou sindicatos. Em 2005, essas ZPEs já empregavam mais de 50 milhões de pessoas.
E ainda: “De acordo com estimativas da Oxfam (Oxford Committee for Famine Relief –Comitê de Oxford de Combate à Fome), menos da metade das mulheres que trabalham nas indústrias de tecido e de roupas para exportação de Bangladesh é contratada. A maioria não tem plano de saúde ou licença maternidade, trabalha em média 80 horas extras por mês e recebe apaenas de 60 a 80% dos seus ganhos –o restante é retido pelos donos das fábricas a título de aluguel, água e comida…”
Existem muitos outros casos mas, a grosso modo, o que acontece é que as grandes redes pressionam os fornecedores a fabricar grandes quantidades de itens, rápido e barato, e essa pressão é repassada para os funcionários. É verdade que muitas redes procuram fazer auditorias sociais nas fábricas de seus fornecedores, mas as pesquisas indicam que isso não é suficiente para mudar a realidade.


A coleção que Jean Paul Gaultier desenhou para Pataugas está ótima. Meu modelo preferido: a ballerine marinière, branca de listas azuis. A botinha da foto é bonita mas a ballerine é mais fácil de ser usada. Olhem no site da Pataugas. 